Certa vez, ouvi que as palavras são apenas um amontoado de letras, mas caminhando pelas ruas da vida percebi que elas são a expressão de vários ou de específicos fatos, sonhos, sentidos......ou melhor são a expressão da vida!
Quando se inicia um novo Ano é como se fosse aberta uma nova página em nossa vida.....Cheia de boas expectativas, novos anseios, novos planos e o mesmo desejo de que todos os sonhos que ainda estão guardados em nossa mala, se concretizem... Quisera eu que todos já tivessem se realizado, mas como até o presente só parte deles se concretizaram, continuo assim minha caminhada segurando firmemente minha bagagem até quando Deus permitir....
As coisas que amamos, as pessoas que amamos são eternas até certo ponto. Duram o infinito variável no limite de nosso poder de respirar a eternidade.
Pensá-las é pensar que não acabam nunca, dar-lhes moldura de granito. De outra matéria se tornam, absoluta, numa outra (maior) realidade.
Começam a esmaecer quando nos cansamos, e todos nos cansamos, por um ou outro itinerário, de aspirar a resina do eterno. Já não pretendemos que sejam imperecíveis. Restituímos cada ser e coisa à condição precária, rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
Do sonho de eterno fica esse gozo acre na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.
Quando se inicia um novo Ano é como se fosse aberta uma nova página em nossa vida.....Cheia de boas expectativas, novos anseios, novos planos e o mesmo desejo de que todos os sonhos que ainda estão guardados em nossa mala, se concretizem...
ResponderExcluirQuisera eu que todos já tivessem se realizado, mas como até o presente só parte deles se concretizaram, continuo assim minha caminhada segurando firmemente minha bagagem até quando Deus permitir....
A hora do cansaço
ResponderExcluirAs coisas que amamos,
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra (maior) realidade.
Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nos cansamos, por um ou outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
Do sonho de eterno fica esse gozo acre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.
Carlos Drumond de Andrade.